Roteiro de 7 dias pelo Jalapão de 4x4: Sem Guia

BRASILTOCANTINS

Missão Nomad

1/12/20266 min read

Hello Guys! Hello my friends!

Se vocês estão planejando desbravar o coração do Brasil, chegaram ao lugar certo! Muita gente pergunta se dá para encarar o Jalapão por conta própria, sem guia, e a resposta é: sim, é super possível! Mas não é um rolê para qualquer carro.

Para viver essa liberdade que a gente viveu, o 4x4 é indispensável, mas com as dicas certas, vira a viagem da vida.

Antes de mergulharmos no roteiro de 7 dias, já anotem essas dicas:

  1. Tenha mapas baixados: Lá não tem um pingo de sinal na estrada. Baixe os mapas offline no modo satélite. Assim, você consegue enxergar as trilhas reais, já que existem muitas trilhas e é facinho se perder. Você só encontra sinal de celular nas cidades base (Ponte Alta, Mateiros e São Félix) ou em alguns fervedouros e pousadas.

  2. Tenha combustível reserva: Se o tanque do seu carro for pequeno como o do nosso Jimny, leve um galão extra. Posto de gasolina você só encontra em Mateiros, Ponte Alta ou São Félix e por conta do terreno ser muito arenoso o carro no 4x4 consome mais que o normal. Nosso Jimny costuma fazer 11km/L, mas no Jalapão ele fes somente 4Km/L.

  3. Kit de resgate: Tenha sempre à mão cintas/fitas de reboque para desencalhar o carro. A nossa é da T2 Preparações e salva vidas!

  4. O segredo do camping: Se você tem a possibilidade de acampar nas atrações, faça isso! Você consegue curtir os lugares nos horários sem turistas e os proprietários geralmente deixam você aproveitar muito mais tempo.


Agora sem mais delongas, bora pro nosso roteiro de 7 dias 4x4 no Jalapão!

Dia 1: Lagoa do Japonês


Chegamos a tarde na Lagoa do Japonês e decidimos acampar por lá mesmo. A lagoa é paga tanto para visitar quanto para acampar (vou deixar a foto com os preços de junho/2025 aqui embaixo). A estrutura é ótima: tem chuveiro (somente água gelada), restaurante, redário e até lojinha. Dá para alugar sapatilhas que é essencial para mergulhar na parte da gruta onde as pedras são mais pontudas, snorkel e o famoso barco transparente para aquelas fotos épicas!

A Lagoa do Japonês realmente vale todo o hype! Ficamos impressionados com a cor da água e o tanto que ela é azul! Com certeza é um lugar que você não pode deixar de conhecer!

Assista nosso reels no instagram e conheça mais da Lagoa do Japonês.

Dia 2 e 3: Amanhecer na Lagoa do Japonês e Restaurante da Dona Irani


Curtimos a manhã na Lagoa do Japonês bem cedinho, antes da muvuca. Depois, seguimos para o Restaurante da Dona Irani que é uma querida! Como chegamos à noite por lá pedimos para acampar em frente ao restaurante e ela disponibilizou o banheiro para nós.

No dia seguinte seguimos para o Poço Azul (propriedade da Dona Irani) uma atração recente no Jalapão. O poço fica a mais ou menos 10 minutinhos do restaurante.

Passamos a manhã curtindo o poço sozinhos. A água é azul, como o nome já diz, e ele possui uma queda d'àgua deliciosa que dá para relaxar com uma “massagem natural”. Perto do meio dia retornamos ao restaurante para almoçar. A comida é local e deliciosa!

Dia 4: Prainha do Rio Novo e os Primeiros Fervedouros

Acampamos na Prainha do Rio Novo (R$ 15,00 por pessoa). A água do rio é corrente, cristalina e uma delícia para começar o dia. Apesar do lugar ser uma delícia, o sanitários são porta potes e não tem chuveiro, ou seja: o banho foi de rio mesmo!!

À tarde, fomos ao Fervedouro Korubo: ele é icônico, com uma pressão de água ótima que não deixa você afundar de jeito nenhum! Demos sorte de curtir ele sozinhos e pudemos curtir o fervedouro por mais tempo!

Depois, seguimos para o Fervedouro dos Buritis. O visual com os buritis ao fundo é perfeito!! O diferencial dele é que é um dos poucos fervedouros com estrutura para curtir à noite. Acampamos lá e tivemos o fervedouro só para nós sob as estrelas, sem tempo para sair.

A maioria, se não todos os fervedouros, tem tempo de permanência de 10 a 15 minutos por conta do auto fluxo de pessoas, principalmente na alta temporada que é de dezembro a fevereiro e em junho e julho. Se você der sorte de chegar e não tiver filas, os donos deixam você curtir por mais tempo, se não, o tempo é curto mesmo

Assista nosso reels no Instagram e conheça mais do Fervedouro dos Buritis.

Dia 5: Dia de mais fervedouros

Amanhecemos no fervedouro do Buritis e aproveitamos para curtir eles bem cedo (entre 6h30 e 8h da manhã), antes dos turistas chegarem.

Um curiosidade: muita gente acha que a água dos fervedouros é quente, mas na verdade é mais para temperatura ambiente do que para quente, e de manhã cedinho, como o ar está mais fresco, ela parece estar quentinha. É uma delícia!

À tarde, partimos para o Fervedouro Beija-Flor. Como estava lotado, aproveitamos a prainha que tem na mesma propriedade para passar o tempo. Como íamos acampar ali, esperamos a "muvuca" ir embora para ter nossa paz no fervedouro mais tarde.

Dia 6 e 7: Beija-Flor e Cachoeira da Formiga

Amanhecemos no fervedouro Beija-Flor e curtimos bem cedo assim como nos outros. Depois, seguimos para o lugar que ganhou nosso coração: a Cachoeira do Formiga. A cor daquela água parece filtro de Instagram, mas é real! Acampamos por lá para não perder nenhum segundo.

No último dia, curtimos a Cachoeira da Formiga como se não houvesse amanhã antes de encerrarmos nossa trip. Ela não é uma queda alta, mas a piscina que se forma embaixo é de um azul/verde-esmeralda indescritível e a temperatura é simplesmente perfeita. Foi a primeira vez que entrei em uma cachoeira onde a água não era gelada!

O lugar tem uma estrutura bem legal para quem quer passar o dia ou acampar (como nós fizemos): Possui restaurante com comida caseira, banheiros (banho gelado, galera!), área de camping sombreada e uma lojinha de souvenirs para garantir aquela lembrança do Jalapão.

Além dos fervedouros, a Cachoeira do Formiga foi o local mais movimentado que passamos e é muito difícil você conseguir curtir o local sem ninguém na alta temporada (fora da alta já não sabemos dizer). Como acampamos no local, pela manhã bem cedo fomos dar um mergulho para aproveitar a cachu mais vazia, porém outros campistas também fizeram o mesmo, então mesmo cedo, você encontra pessoas circulando e tomando banho.

Mas é, sem dúvidas, o nosso lugar favorito dessa expedição e é o lugar perfeito para lavar a alma e recarregar as energias antes de pegar a estrada de volta.

O que aprendemos nesse rolê?

Foram 7 dias incríveis. Ter ido com nosso próprio carro e acampado dentro das atrações mudou tudo. Não ficamos reféns de horários e mergulhamos na essência do lugar.

O Jalapão não é um rolê "nutella". Tudo é simples, o banho quente é raridade (só em pousadas), e o terreno exige respeito. Mas é justamente essa simplicidade e o desafio do 4x4 que tornam tudo tão único.

Se você quer sossego, fuja da alta temporada (junho/julho e dezembro a fevereiro). Nós fomos em junho e já estava bem movimentado!

Esperamos que tenham curtido as dicas! Tiveram muitas atrações que ficaram de fora desse roteiro, mas um dia voltamos para conhecer o restante e contar tudo para vocês! <3