O que fazer no Uruguai em 4 dias: Roteiro completo com custos e dicas de camping

Explore o Uruguai neste roteiro de 4 dias por Punta del Este, Casapueblo e Parque Nacional de Santa Teresa. Dicas de camping, custos reais e tudo o que vivemos por lá.

URUGUAI

Missão Nomad

2/26/20267 min read

Hello guys! Hello my friends!

Hoje vamos contar como foi nossa viagem de 4 dias pelo Uruguai. Sabe aquela trip que não foi planejada, mas tu se pergunta: "Por que não?”? Pois foi exatamente isso. Estávamos no Chuí, cidade que faz fronteira com o Uruguai no extremo sul do Rio Grande do Sul e decidimos atravessar a fronteira.

Mesmo com a gasolina assustando um pouco na época, fomos com o nosso fusca e descobrimos que o Uruguai é apaixonante, receptivo e cheio de lugares surreais. Se você quer saber o que fazer no Uruguai em 4 dias gastando pouco e vivendo o máximo, esse roteiro foi feito para você!

O primeiro passo: Carta Verde e Fronteira

Não dá para entrar no Uruguai (ou qualquer país do Mercosul) dirigindo sem a Carta Verde. É um seguro obrigatório para terceiros. Nós fizemos a nossa ali mesmo na fronteira e foi zero burocracia. Lembrando que o automóvel precisa estar no nome do motorista para emitir esse documento.

Para dar entrada no país brasileiros não precisam de passaporte, é só apresentar o RG que tá tudo certo! Também não tivemos nenhum problema na fronteira. Foi super tranquilo.

Para emitir a carta verde, em 2022, pagamos R$220,00 para 7 dias. Os valores mudam, de acordo com o tempo de permanência no pais então sempre confira o câmbio e as taxas atuais antes de sair de casa!

Parque Nacional e Fortaleza de Santa Teresa

Logo depois de cruzar a fronteira, fomos direto para o Parque Nacional de Santa Teresa para conhecer a Fortaleza de Santa Tereza, um dos monumentos militares mais bem preservados da América do Sul construída em 1762. Esse lugar é perfeito para quem curte história!

Iniciada pelos portugueses e conquistada pelos espanhóis a apenas um ano depois, caminhar pelas suas muralhas é como viajar no tempo das batalhas coloniais.

O Parque Nacional de Santa Tereza é imenso! Além da Fortaleza, nele você encontra milhares de espécies de árvores, acesso a várias praias lindíssimas, área de camping muito bem estruturada, lugares para confraternizar, mercado, além de ser surpreendentemente limpo e organizado. Você também encontra oficiais do exército por toda a extensão do parque que fazem a segurança e manutenção dele.

O custo para entrar na fortaleza foi e R$5,55 por pessoa.

Punta del Diablo

Foi literalmente somente uma passagem para pernoite, mas tudo o que você ouve falar do lugar é real! Esqueçam resorts ou luxo. Em Punta del Diablo, o luxo é a simplicidade. Essa pequena cidade é uma vila antiga de pescadores que mantém a sua essência com casinhas de barro e madeira pintadas de cores vibrantes.

A vibe do lugar são ruas de areia, artesãos por todo o lado e um mar agitado que atrai surfistas. É um lugar que pede para você desacelerar.

Dormimos em um camping chamado A Girada "mini camping" e nunca iremos esquecer pois o banheiro foi construídos pelos donos todo em barro e tinham tantas plantas que elas encostavam pelo corpo enquanto tomávamos banho! Também tinha um sanitário ecológico desses que você literalmente faz suas necessidades num buraco no chão, mas não podemos reclamar pois o chuveiro era aquecido a gás e a estrutura geral era ótima! Além da área de camping eles tinham diversas acomodações diferentonas como, por exemplo, um fusca, domos, tips , casinhas feitas de barro e até um espaço de coworking.

O valor, na época, foi 250 pesos uruguaios. Em reais ficou mais ou menos R$30 por pessoa.

Lá Paloma, El Caracol e Jose Ignacio

Depois de nos despedirmos de Punta del Diablo, seguimos viagem pela costa uruguaia em direção a Punta Del Este. Como o nosso tempo era curto, esse trecho foi um verdadeiro "road movie": não chegamos a nos hospedar nessas cidades, mas cada parada estratégica rendeu visuais que valem o registro.

La Paloma

Mesmo passando rápido, deu para sentir que o lugar tem um equilíbrio perfeito entre a estrutura de uma cidade e a tranquilidade daquelas cidades pequenas de litoral, ainda mais que passamos por lá na baixa temporada. As praias são amplas, muito bonitas e a vista do icônico Farol do Cabo Santa Maria é linda!

El Caracol

Seguindo um pouco mais adiante, passamos pela região de El Caracol. É aquele tipo de lugar que pouca gente conhece, mas que hipnotiza pela rusticidade. Mas o que realmente explode a cabeça de quem passa por ali é a Ponte Circular de Laguna Garzón. É impossível ignorar essa estrutura. Imaginem uma ponte perfeitamente circular, flutuando sobre a lagoa que divide os departamentos de Rocha e Maldonado. O design dela foi pensado estrategicamente para forçar os motoristas a reduzirem a velocidade. Incrível né?

José Ignacio

Nossa última parada antes de chegar ao agito de Punta del Este foi a sofisticada José Ignacio. Antigamente uma pequena vila de pescadores, hoje o local é um dos destinos mais exclusivos e caros da América do Sul.

Fizemos questão de parar para admirar o farol, que é o grande símbolo do vilarejo e oferece uma vista privilegiada da "esquina" onde o Rio da Prata começa a dar lugar ao Oceano Atlântico.

Punta del Este

Finalmente chegámos ao balneário mais famoso da América Latina. Punta del Este é o contraste total de Punta del Diablo. Aqui, os prédios altos e os iates dominam o cenário.

Nosso rolê por lá foi bem econômico então inicialmos pelo monumento de Los dedos (La Mano). Localizada na Praia Brava, esta escultura de 1982 simboliza a "mão do homem surgindo na vida". É para obrigatória de todo turista que visita a cidade pela primeira vez. Também visitamos um cassino só para "matar a curiosidade" já que nunca tivemos a chance de entrar em um antes. Valeu a experiência, mas como não jogamos foi só como ir a um lugar diferente!

Agora um dos lugar mais legais pra nós foi a Marina porque você pode ver de pertinho. Eles ficam lá, gigantes e preguiçosos, esperando que os pescadores atirem comida. É uma interação com a natureza que não esperávamos ter no meio da cidade.

Punta Ballena e a Casapueblo

Seguindo viagem pelas estradas impecáveis do Uruguai, chegámos a Punta Ballena para visitar a Casapueblo. Mais do que um museu, este lugar é uma declaração de amor ao sol.

O artista Carlos Páez Vilaró levou 36 anos para construir essa casa, sem planos arquitetônicos, usando apenas as suas mãos e a ajuda de moradores locais. Ela parece uma escultura grega moldada no barro.

Nossa dica é: Se puder, vá no fim da tarde. O museu realiza a "Cerimónia do Sol", onde se ouve a voz do próprio Vilaró recitando um poema enquanto o sol se põe no Rio da Prata. É de arrepiar. Mas chega cedo, porque geralmente esse é o horário mais movimentado do museu e você corre o risco de não conseguir um lugar privilegiado para contemplar o pôr do sol.

Nós optamos por sair do museu e assitir o espetácula ao lado da Casapueblo na Rotonda de Punta Ballena. O espetáculo é igualmente incrível, a única diferença é que você não tem a vóz do artista Villaró recitando o poema dedicado ao sol.

A entrada custou R$50,00 por pessoa, mas vale cada cêntimo pela vista e pela galeria de arte.

Quanto Gastamos na nossa viagem de carro pelo Uruguai?
(Valores de Novembro de 2022)

Para quem gosta de números, o Uruguai exige planejamento sim, coisa que nós não fizemos! E sim, achamos um país caro para se viajar. A gasolina estava a quase R$11/litro, por isso optamos por cozinhar a nossa própria comida ao invés de comer em restaurantes e por nos hospedar em campings para equilibrar as contas.

  • Camping (para os 4 dias): R$ 252,00. (Passamos 1 noite em Punta Del Diablo e 2 noites em Punta Ballena)

  • Alimentação (para os 4 dias): R$ 359,27 (compras em supermercados locais).

  • Gasolina (para os 4 dias): R$ 398,19.

  • Recarga de Celular: R$40,47

  • Carta Verde (para 7 dias) : R$220

  • Entrada da Casapueblo (para 2 pessoas): R$100,00

  • Entrada Forte de Santa Teresa (para duas pessoas): R$11,10

Valeu a pena? Sem dúvida. O Uruguai ensinou-nos que, mesmo com o combustível caro e pouco tempo, a liberdade de cruzar uma fronteira e conhecer a história de um povo tão acolhedor não tem preço. <3